Terça-feira, Junho 23, 2009

O PAPEL DO HOMEM E O PAPEL DA MULHER

© Depto. de Missões Exteriores




Modelando pela terra e céu do mundo, eu tenho criado marido e mulher. Isto é o princípio deste mundo.” Este verso que entoamos no Serviço Sagrado diário revela-nos a essência da natureza do casal, que deu origem ao mundo. Na história da “Razão da Origem”, temos que Deus-Parens introduziu-se no corpo do protótipo do homem como Tsuki-sama (Lua) e no corpo do protótipo da mulher como Hi-sama (Sol) e ensinou a graça da criação dos seres humanos.
A Lua representa a água, e o Sol, o calor, não sendo possível existir vida na terra na ausência de um desses elementos. É na combinação do Sol e da água que se recebe a graça divina. Mesmo que um casal seja formado por duas pessoas que tenham muitos defeitos, se pensarmos de acordo com a razão que rege o céu e a terra, poderemos entender naturalmente o que vem a ser o papel que é destinado ao homem e à mulher.
O marido, a quem foi dada a razão do céu e a razão da Lua, deverá ter um coração grande, infinitamente amplo como o espaço sideral. Ter um espírito sereno, para que possa tomar sempre as decisões mais justas e acertadas, protegendo e orientando sua família e servindo para a prosperidade da sociedade. À mulher foi dada a razão da terra e do Sol. Esta imensa terra, que abriga todos os seres vivos, e tem a função de fazer tudo crescer e se desenvolver. Tanto animais, como vegetais, não sobreviveriam sem lançar suas raízes na terra.
Além disso, para que o solo da terra se torne fértil, é necessário que ele seja adubado com elementos sujos e repulsivos, como materiais orgânicos, lixos e resíduos, que são lançados ao solo e ali permanecem enterrados. A isto se assemelha o papel da mulher.
Se ela souber receber todo o material sujo que se apresenta aos seus olhos e ouvidos, armazenando e transformando tudo em coisas boas, em bons fertilizantes, terá todas as condições para se tornar uma excelente esposa.
Ou seja, mesmo que ao seu redor veja maldade, injustiça ou escute maledicências, é importante saber assimilar esse mal, sem se contaminar com ele, e retribuir com amor, procurando sempre o caminho da harmonia e da conciliação. O lixo e os resíduos que adubam o solo são jogados nas regiões mais baixas, pois mesmo que sejam depositados em lugares altos, como as montanhas, acabam resvalando para baixo. Desprovido de tais nutrientes, o solo das montanhas só pode ser árido e improdutivo.
Além disso, assim como tudo cresce e se desenvolve melhor onde os raios do sol alcançam, também as pessoas se aglomeram naturalmente onde faz mais calor. E desta maneira, é natural que todos procurem a companhia de mulheres que sejam amáveis, irradiem calor humano e que não rejeitem nem excluam as pessoas.Um coração imenso que possa abrigar e orientar muitos, assim deve ser o coração da mulher-mãe.
Um casal geralmente é formado por duas pessoas de natureza inteiramente distintas. Cada qual cumprindo com o papel que lhe cabe, devem viver suprindo e compensando um ao outro, ajudando-se mutuamente. É assim que se construirá a felicidade da vida a dois. As palavras “dois em um é a razão celeste”, não significa a junção de dois para formar um, mas, um, constituído de dois. Fogo e Água, Homem e Mulher, Céu e Terra. É a lei que rege toda a natureza. “Tomando como modelo o Céu e a Terra”, esta é a essência da vida a dois.
texto extraído do livro “Ser Mãe”
editado pela comissão para promoção de educação de sucessores da Tenrikyo
traduzido por Emely Eiko Akasaka

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Trabalhar é ser útil às pessoas a nossa volta

© Depto. de Missões Exteriores


Por que as pessoas trabalham?

Qual o sentido de se “trabalhar”?

Não é somente para o nosso cotidiano, se tivermos dinheiro, não precisamos trabalhar. Por exemplo, caso haja uma pessoa que é riquíssima e viva aproveitando os dias com essa riqueza sem trabalhar, as outras pessoas podem ficar até com inveja, mas surpreendentemente essa mesma pessoa não pensa que ela está feliz. Por que o sentimento de realização plena que é “ser necessário à sociedade”, “ser útil às pessoas”, está escasso.

Além de conseguir o alimento para o cotidiano, trabalhar também tem um outro significado.


Na Tenrikyo, é ensinado que “quanto ao trabalhar, diz-se trabalhar, por que aliviam as pessoas próximas”. As pessoas próximas, pra começar seriam os familiares e as pessoas a nossa volta. Falando mais amplamente, o verdadeiro sentido de trabalhar, é aquele em que somos úteis à sociedade.


As pessoas trabalham. Por que não mudamos essa interpretação para “trabalhar para as pessoas”. Por exemplo, mesmo não conseguindo economizar, trabalhar em prol de outra pessoa se torna um excelente trabalho. Quando a nossa presença neste mundo se torna necessária para as pessoas, acredito que poderemos sentir a verdadeira felicidade.




retirado de Tenri Jiho Tokubetsugo – nº 614

novembro de 2008

Terça-feira, Março 03, 2009

≡O mundo que não enxergamos≡

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Temos dois tipos de mundo: aquele que enxergamos e aquele que não conseguimos enxergar.
E o mundo que conseguimos enxergar é fascinante.
Contudo, observando bem esse mundo, sentimos alegrias e tristezas, sentimentos estes que ficam guardados naquele outro – que não podemos enxergar.
Por mais que as coisas sejam perfeitas, cada qual interpreta de formas diferentes.
Mesmo vivendo num mesmo mundo, em que tudo é igual para todas as pessoas, o processo para a satisfação ou insatisfação está guardado no coração de cada um.

A alegria ou mesmo a tristeza de um ser humano, não está na aparência ou nas formas do mundo em que enxergamos, mas no mundo que realmente não pode ser enxergado, aquele que se sente no coração.


Bem, o mundo que enxergamos é o que vivemos. Quando estamos no quarto, não podemos ver o que acontece lá fora. Todavia, o mundo que não podemos enxergar é diferente. Se fecharmos os olhos, podemos imaginar de longe a nossa terra natal. Podemos enxergar o rosto de nossos amigos que moram longe. Podemos até mesmo imaginar o rosto das pessoas que não estão mais entre nós...

livro Ho, publicado pela Zenponsya, autoria de Massayoshi Masuda

Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

O espírito de Deus-Parens

© Depto. de Missões Exteriores

Quando realizamos as mesmas coisas todos os dias, acabamos por acostumarmos e as nossas ações acabam por se torna automáticas, deixando o pensar de lado.
Um tempo atrás, quando fui abrir a porta do carro, tentei abri-la automaticamente apertando o botão da chave, só que não conseguia abrir mesmo apertando por diversas vezes.
Poderia ser que a bateria da chave havia acabado ou a parte interna do carro estava danificada.
Quando estava para ligar em casa pelo telefone celular, percebi uma luz forte e brilhante, que vinha de dentro do carro da gaveta em que guardamos as pequenas coisas, e lá dentro, estava jogado o telefone celular.
Pensei em pedir um telefone emprestado para alguém da vizinhança, e quando me dei conta, eu estava com a chave do carro na minha mão.
Faz pouco mais de dez meses que uso esse controle remoto. E sem me dar conta, havia esquecido completamente que se colocar a chave na trava da porta, ela abriria.
“A sociedade diz para fazer dessa ou daquela maneira, e acredito que por isso a fazemos”.
Dentro do nosso cotidiano, acabamos pensando que é tudo “natural, óbvio”, principalmente em relação às coisas materiais, onde devemos rever nossos conceitos sem nenhuma interferência por um outro ângulo.
Quando as coisas parecem naturais, mas não vão como achamos, o importante é melhorarmos a nós mesmos para podermos enxergar de uma forma ampla e com outra visão.
Abrir a porta, prender o cinto de segurança, Deus-Parens está sempre com o imenso amor parental, e pude sentir a importância do significado dessas coisas.


artigo retirado do jornal Tenri Jiho 30 de novembro
(escrito por Oka)


Segunda-feira, Agosto 18, 2008

1° Seminário de Oyassato em Coreano

© Depto. de Missões Exteriores

Após a Cerimônia de Abertura


A partir do dia 5 de agosto foi realizado o Seminário de Oyassato em Coreano. O seminário tem por objetivo dar aos jovens que regressam do exterior o contato direto com o ensinamento, não só estudando como conhecendo os locais históricos. No mês de julho, foi realizado o seminário em três línguas, inglês, português e chinês.

E nesta oportunidade, a realização do 1° Seminário de Oyassato em Coreano, contando com a presença de 20 seminaristas, sendo 9 homens e 11 mulheres. Que passando por 10 dias de seminário, puderam se dedicar e aperfeiçoar na prática do ensinamento.

O Seminário de Oyassato iniciou-se em 1984, nessa época era apenas o curso em Inglês, sendo os seminaristas filhos de condutores e casas de divulgação. Posteriormente surgiram nessa ordem os cursos em Espanhol, Português, Chinês, e nessa oportunidade, aumentando mais um idioma, o Seminário em Coreano.

No primeiro dia, após a cerimônia de abertura no Instituto de Línguas da Tenrikyo, dava-se início as atividades. Na primeira parte da programação, aulas da doutrina, prática dos instrumentos, visita aos monumentos históricos e vídeo.

A seminarista, Lee Seung-a, de 17 anos da Igreja Hiessuon, comentou; “me sinto muito feliz por ter aprendido os ensinamentos de forma correta. Pretendo colocar em prática no meu cotidiano o que aprendi aqui”.

Na segunda parte, hinokishin, visita ao orfanato de Tenri, Ensaio-Geral do Serviço, e como a atividade mais esperada, a caminhada de regresso da Igreja-mor Ogata até Jiba de aproximadamente 30 km. Caminhando sobre um calor intenso todos com o objetivo de regressar a Jiba.


© Depto. de Missões Exteriores
Regressando para Jiba

O seminarista Kim Tae-jin de 17 anos filho do condutor da Igreja Namuyon, nos relatou; “quando estava andando senti uma enorme alegria dentro do coração, só de pensar que muitos dos primeiros seguidores fizeram esse percurso de ida e volta por centenas de vezes”.

E no dia 14 encerrando esse período, foi realizada a cerimônia de encerramento, onde os seminaristas regressaram para suas casas cultivando dentro do espírito o que aprenderam da fé em Jiba.

Artigo retirado do Jornal Tenri Jiho (17 de Agosto de 2008)